Dúvidas frequentes

As perguntas que a gente mais ouve de quem está olhando imóvel de leilão pela primeira vez. Respostas diretas, inclusive nas partes que ninguém gosta de contar.

Antes de comprar

É seguro no sentido jurídico: a venda é feita pela Caixa Econômica Federal, com edital público, e o imóvel é transferido para o seu nome no cartório. O risco não está na legalidade — está nas condições do imóvel: ocupação, dívidas anteriores, estado de conservação e área não averbada. Tudo isso está escrito no edital e na matrícula. Quem lê, compra bem. Quem só olha o desconto, se arrepende.

Pode, e é comum. O edital informa se o imóvel está ocupado ou desocupado. Quando está ocupado, a desocupação corre por conta do comprador — normalmente por acordo com o morador ou, se não houver acordo, por ação judicial de imissão na posse.

Na prática isso significa tempo (pode levar meses) e custo (advogado, eventual acordo). Não é o fim do mundo — é justamente por isso que o desconto é maior. Mas precisa entrar na conta antes da proposta.

Nem sempre. Se o imóvel está ocupado, a visita ao interior geralmente não é possível — você conta com as fotos do relatório fotográfico e com a inspeção externa. Se está desocupado, dá para tentar visita com o corretor credenciado ou com o leiloeiro responsável.

O que sempre dá para fazer: ir até o endereço, olhar o entorno, conversar com vizinhos e com o zelador (que costuma saber de dívida de condomínio e de quem mora ali).

Depende do que diz o edital daquele imóvel — e isso muda de item para item. Nas fichas da Caixa aparece uma regra parecida com esta: o comprador assume dívidas de condomínio e tributos até um limite percentual do valor de avaliação, e a Caixa paga o que passar desse limite. Os percentuais e as exceções estão escritos no edital.

É um dos pontos onde mais gente erra a conta. Antes de ofertar, vale pedir ao condomínio a posição de débitos e consultar o IPTU do imóvel na prefeitura.

Dinheiro e pagamento

Em muitos imóveis, sim. Mas não em todos — cada item traz as formas de pagamento aceitas, e boa parte dos itens de leilão é exclusivamente à vista, com recursos próprios. Na nossa vitrine, a ficha de cada imóvel mostra o que a Caixa aceita naquele caso, e os selos "Financia" e "FGTS" aparecem quando é permitido.

Quando o financiamento é aceito, valem as regras normais de crédito imobiliário: análise de renda, entrada, avaliação. Ou seja: aprove seu crédito antes de dar o lance.

  • ITBI — imposto de transmissão, cobrado pela prefeitura (em Curitiba, um percentual sobre o valor da transação).
  • Registro em cartório — para o imóvel ficar de fato no seu nome.
  • Comissão do leiloeiro, quando prevista no edital.
  • Dívidas assumidas (condomínio, IPTU), conforme as regras do edital.
  • Desocupação, se o imóvel estiver ocupado.
  • Reforma — imóveis retomados costumam precisar de trabalho.

O "preço real" do imóvel é a soma de tudo isso. É esse número que se compara com o preço de mercado — e é essa conta que a gente faz junto com você, de graça, antes da proposta.

Sim, normalmente há penalidade prevista no edital, além de você perder o imóvel. Por isso a regra de ouro: só oferte no que você já decidiu comprar, com o dinheiro ou o crédito já resolvido. Proposta em leilão não é "vamos ver no que dá".

O processo

Resumindo: na Licitação Aberta você envia uma proposta dentro de um prazo e a maior vence; na Venda Online existe disputa ao vivo, com lances, em hora marcada; na Venda Direta Online não há disputa — o preço é fixo e vale a ordem de chegada.

Explicamos cada uma em detalhe na página Modalidades.

Sim — a proposta e o lance são feitos no site oficial da Caixa, e é preciso estar cadastrado e habilitado. O cadastro não é instantâneo: deixar para o dia da disputa é o jeito mais comum de ficar de fora. Nossa recomendação é resolver isso assim que um imóvel te interessar.

Se o imóvel está desocupado e o pagamento é à vista, é rápido: algumas semanas entre contrato, pagamento e registro. Se há financiamento, some o tempo da análise de crédito. Se o imóvel está ocupado, o prazo depende da desocupação — pode ir de alguns meses a mais de um ano em casos judiciais.

Para tirar dúvidas, analisar o edital com você e montar a conta do custo real, não. A Auxiliadora Predial Hugo Lange atua como sua assessoria na compra — a proposta e o lance são sempre feitos por você, no site oficial da Caixa. Se em algum momento houver remuneração envolvida, ela é combinada antes, com clareza.

Sobre esta vitrine

Da lista pública que a própria Caixa Econômica Federal publica. Nós filtramos apenas Curitiba e a Região Metropolitana, nas modalidades Licitação Aberta, Venda Online e Venda Direta Online, e organizamos tudo numa vitrine que se atualiza sozinha todos os dias. Os valores, fotos, editais e matrículas são os oficiais da Caixa.

Não. Somos a Auxiliadora Predial — Agência Hugo Lange, imobiliária em Curitiba. Esta vitrine é um serviço nosso para facilitar a vida de quem procura imóvel de leilão na região. Toda proposta e todo lance acontecem no site oficial da Caixa.

Chaveco, o mascote da Auxiliadora Predial Hugo Lange

Ficou com alguma dúvida que não está aqui?

Manda pra gente. Respondemos com franqueza — inclusive quando a resposta é "esse imóvel não vale a pena".

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